Em meio a ataques de Israel e dos EUA ao Irã, maranhense relata tensão e diz que se abrigou com grupo em bunker
Maranhenses se abrigam em bunker em meio a ataques de Israel e dos EUA contra o Irã A maranhense Raphaela Duailibe viveu momentos de tensão durante uma viagem...
Maranhenses se abrigam em bunker em meio a ataques de Israel e dos EUA contra o Irã A maranhense Raphaela Duailibe viveu momentos de tensão durante uma viagem a Israel, em meio aos ataques realizados pelo país e pelos Estados Unidos contra o Irã, na manhã de sábado (28). A cirurgiã-dentista contou que chegou a se abrigar em um bunker por risco de ataques e precisou deixar o país por medidas de segurança. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maranhão no WhatsApp Raphaela, o marido e um grupo com cerca de oito maranhenses estavam há alguns dias em viagem religiosa ao país quando foram surpreendidos pelo clima de tensão. Ao g1, ela relatou que, um dia antes dos primeiros ataques ao Irã, a agência responsável pelo roteiro da viagem apresentou os procedimentos de segurança que deveriam ser adotados em caso de risco e a recomendação, era seguir para o bunker caso os ataques soassem. ➡️ Bunkers, em sua origem, eram estruturas pelo menos parcialmente subterrâneas que tinham como objetivo proteger seus ocupantes de explosões. Com o tempo, a expressão foi expandida para qualquer estrutura fortificada para proteção. A mudança tem paralelo com as leis israelenses. Segundo a maranhense, no sábado, o grupo se preparava para visitar Jerusalém quando o alarme de segurança do hotel indicou a necessidade de seguir para o bunker. Eles permaneceram no local por cerca de 15 minutos. “Não cheguei a entrar em desespero, mas foi tudo muito tenso, porque acredito em Deus e sei que Ele estava nos protegendo, mas pensei muito nos meus filhos. Ficamos ali orando e louvando até segunda ordem. Foram uns 10 a 15 minutos”, contou. Grupo ficou abrigado em bunker em meio a clima de tensão em Israel Arquivo pessoal Saída de Israel após ataques Grupo de maranhenses esteve em Israel para fazer turismo religioso Arquivo pessoal Raphaela Duailibe contou que após o alarme, a agência de viagens recomendou antecipar a saída de Israel diante do risco de restrições no espaço aéreo e possível fechamento de fronteiras. A estratégia adotada foi seguir por via terrestre até a fronteira com o Egito, garantindo que o grupo conseguisse deixar a região com segurança e manter o retorno ao Brasil por rotas alternativas. A viagem foi feita de van e durou cerca de seis horas. Durante o trajeto, segundo ela, o grupo recebia alertas constantes no celular, ouvia sirenes e, em alguns momentos, precisou descer do veículo e aguardar para seguir viagem por questões de segurança. No caminho, também eram constante a presença de caças e de militares. “Foi tenso porque toda hora chegava alerta no celular, tocavam sirenes, e a gente precisava parar a van, descer e aguardar cerca de dez minutos para seguir viagem”, relatou. Maranhenses flagram caças sobrevoando Israel em meio a clima de tensão com o Irã Ainda de acordo com Raphaela, pouco tempo depois da travessia, a fronteira entre Israel e Egito foi fechada. Apesar do susto, o grupo passou uma noite no pais e depois, seguiram viagem com segurança até a Turquia, de onde embarcou para Roma e agora aguarda o retorno ao Brasil, que deve acontecer na quarta-feira (4). "Graças a Deus a gente saiu logo, porque bem depois, fecharam a fronteira de Israel com o Egito. Muitos brasileiros não conseguiram sair e graças a nossa guia, pela experiência deles, eles agilizaram tudo e saímos em segurança", disse Raphaela. Ataque ao Irã Imagem de satélite mostra fumaça preta subindo e grandes danos no complexo do Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, após ataque Pleiades Neo (c) Airbus DS 2026/Divulgação via REUTERS Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã deste sábado. A ação deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação. O governo americano afirmou ainda que os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança, informou a agência estatal iraniana Tasnim. Em pronunciamento, Netanyahu declarou que a ofensiva contra o Irã matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano. Segundo ele, "milhares de alvos" serão atacados nos próximos dias. O que se sabe do ataque de EUA e Israel: Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã. Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país. Exército israelense afirma ter atingido "centenas de alvos militares iranianos", incluindo lançadores de mísseis. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques israelenses, segundo três fontes ouvidas pela agência Reuters. O que se sabe sobre a retaliação do Irã: Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas. Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes — países que têm bases norte-americanas. Vários prédios residenciais foram atingidos no Bahrein, segundo o governo local. Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas. Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo. 4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio, informa a agência Reuters.